A hérnia de Morgagni é um tipo raro de hérnia diafragmática que ocorre quando órgãos abdominais, como os intestinos, se deslocam para a cavidade torácica através de uma abertura no músculo diafragma, próxima ao esterno. Essa condição está presente desde o nascimento (congênita). No entanto, pode passar despercebida até a idade adulta, pois os sintomas podem ser leves ou ausentes por anos.
O que causa a Hérnia de Morgagni?
A principal causa da hérnia de Morgagni é o desenvolvimento incompleto do diafragma durante a gestação. Logo, isso cria uma pequena abertura, geralmente no lado direito do diafragma, permitindo o deslocamento dos órgãos. Embora alguns casos permaneçam sem diagnóstico por décadas, outros podem ser descobertos acidentalmente em exames de imagem realizados por outros motivos. Apesar de também ocorrer no diafragma, trata-se de uma condição diferente da hérnia de hiato.
Sintomas
Muitas pessoas não apresentam sintomas. No entanto, quando ocorrem, os sintomas podem incluir:
- Dificuldade para respirar devido à compressão pulmonar
- Dor ou desconforto no peito
- Infecções respiratórias frequentes
- Problemas digestivos, como inchaço ou refluxo ácido
Como esses sintomas são comuns em outras condições, o diagnóstico correto geralmente exige exames de imagem, como endoscopias, radiografias ou tomografias computadorizadas.
Como é feito o tratamento da hérnia de Morgagni?
A correção cirúrgica é o tratamento mais eficaz para a hérnia de Morgagni. A princípio, os cirurgiões geralmente utilizam uma abordagem minimamente invasiva, como a laparoscopia, para fechar a abertura no diafragma e reposicionar os órgãos deslocados. Em alguns casos é necessário a inserção de uma tela para corrigir esse defeito. Dessa forma, o tratamento precoce previde complicações, como obstrução intestinal ou dificuldades respiratórias.
Conclusão
A hérnia de Morgagni é uma condição rara, mas tratável. Se você apresenta dificuldades respiratórias inexplicáveis ou problemas digestivos, consulte um especialista para uma avaliação adequada. O diagnóstico precoce e a intervenção cirúrgica podem melhorar significativamente a qualidade de vida.